Hysteria

To betray, you must first belong

Resmungos, Universidade, QuotidianoNovember 30, 2005 11:10 pm

Rá, estou em chamas. O resultado daquela prova desesperadora da semana passada chegou hoje. Nove. Nota satisfatória para quem estudou no desespero. A prova de segunda chamada foi hoje e quando peguei o papel nas mãos, deu um branco total.

A primeira questão era simplérrima, dava uma definição do homo sapiens segundo Sartori, pedia a definição de homo videns e a relação entre a política e o videns. Valia só dois pontos. Inferno. A segunda questão falava da Arendt, do significado da política e pedia uma contraposição crítica entre a política na época da Grécia e a do século XXI. E a terceira, a pior, era sobre o bendito texto do Rubim, cuja boa compreensão está ligada ao uso em larga escala de muita maconha. Pedia a descrição da política e do espetáculo de acordo com a visão do Rubim sobre a obra do Guy Debord. Morri. Morri três vezes, porque não conseguia lembrar das duas respostas. Em pensar que momentos antes, eu recapitulava os textos junto com Denise e Drika.

Tempo para pensar. Caneta batendo na prova, pés batendo no chão e as respostas vão surgindo. “É aquele lance da materialização da política pela força, não é?”, pergunto baixinho para a Denise, ela responde que sim. Beleza, uma idéia em desenvolvimento. “E essa do Rubim é aquele lance que eu te falei dos conceitos de espetáculos do Requene, né? Carnavalesco, circense, blá, blá, blá”, pergunto sem certeza. “É isso mesmo, tá certo”. A partir daí foi só desenvolver as idéias e algo me diz que vai dá pra passar diretão.

Ódeus, amanhã tem mais. Dessa vez a fogueira a ser pulada tem como tema as fronteiras amazônicas e hidrelétricas.

Literatura, Universidade, QuotidianoNovember 29, 2005 8:18 pm

Depois de voltar alguns capítulos para um melhor entendimento, acabei de ler ‘Homo videns - Televisão e pós-pensamento‘. Tá na mente. Agora é só terminar a Hannah Chata Arendt e reler o Rubim. E porra, decepção total.

O sujeito passa todos os capítulos dizendo que a TV não presta, que o homo videns não tem capacidade de abstração, discorre sobre a “demo-cracia” (grifo dele) enfraquecida e as características do processo: perda da capacidade de compreensão, da autonomia da opinião e do “sentido de comunidade” e o final é uma GRANDE MERDA.

Estou bufando de raiva.

Já passei em 4 cadeiras e descobri no Alunonline que tirei 9 naquele trabalho sobre o Garrincha. Menos mal, não tá tão ruim. Eu poderia ter ficado de PEC em tudo.

Wilco - Hell Is Chrome

Resmungos, Televisão 12:29 pm

Besta, besta este filme que passou ontem na Tela Quente. Clichê, mas divertidíssimo. Me ajudou a distrair a cabeça antes de pirar com o Sartori (o homem que parece odiar a internet) e a Hannah Arendt.

Melhor do que o filme só trocar de canal na hora do Jô Escroto e estar passando Al Green naquele ‘Sobe Som’, da MTV. Fim de noite perfeito. Quer dizer, quase, porque ainda tive que estudar mais.

Céus, preciso ativar este countdown. Férias em 17 de dezembro.

Resmungos, Jornalismo, QuotidianoNovember 28, 2005 5:55 pm

Muito bom este texto publicado hoje no blog do Torero.

O mundo não acabou

Fico pensando aqui em como se sente o torcedor de um time rebaixado. A tristeza de não mais pertencer à elite do futebol, a dor de torcer em arquibancadas menos nobres, a solidão ao saber a tevê não mostrará seus jogos, a certeza de que já não está entre os melhores, e o medo de que esta queda seja longa e profunda.

Dois dos que já caíram, Paysandu e Atlético-MG, têm torcidas gigantescas. Estas, com certeza, não abandonarão seus times. Nesta hora, mostra a história recente, os torcedores ficam ainda mais apaixonados e lotam os estádios. Foi o que aconteceu com o Fluminense, com o Palmeiras, com o Grêmio e com os pernambucanos. Foi o que aconteceu com o Remo na série C, que teve com a melhor média de torcedores por partida.

Realmente o mundo fica mais triste, mas não acaba com o rebaixamento. Afinal ele tem suas utilidades: exige planejamento, traz o clube à realidade, convoca a torcida e espanta cartolas com segundas intenções (aliás, os três times rebaixados têm cartolas com problemas: Luiz Estevão foi cassado quando era senador, o paraense Tourinho estava envolvido no escândalo da Sudam e o atleticano Ricardo Guimarães é presidente do Banco BMG, envolvido no mensalão).

Não, não estou fazendo o Jogo do Contente de Pollyana, segundo o qual não existe nada que não possa ter dentro de si qualquer coisa capaz de nos fazer contentes, mesmo as tragédias. É claro que seria melhor permanecer na série A. Mas a B não é o fim do mundo. O Grêmio que o diga.

Tá pra gente isso, Thiago.

Instituto e Sabotage - Dama Tereza

Resmungos, Universidade, Quotidiano 5:34 pm

Tu percebes que tá ficando doido por causa das provas finais e de segunda chamada: quando começa a utilizar teu primo de 11 anos, que passa uns dias de férias na tua casa, como exemplo de homo videns proposto no texto do Sartori. Percebe também que precisa de ajuda quando tenta explicar para esta criança, a diferença, segundo o mesmo autor, de homo videns para homo sapiens e ela ri de ti e diz que tu precisas relaxar.

Preciso mesmo, mas a prova é quarta-feira.

Até lá, alerta máximo.

Cool Hipnoise - Sofá

Trabalho, Jornalismo, QuotidianoNovember 27, 2005 8:45 pm

Confesso: verti (lembrando meu entrevistado da reportagem sobre o show do Weezer em que ele falava sobre ‘My name is Jonas’) uma lágrima enquanto ouvia hoje o jogo do Paysandu e fazia anotações pro Portal. Aqui próximo de casa, houve dois enterros do time.

Por trás da brincadeira se esconde uma situação, que se repete desde que o Paysandu subiu para a primeirona. Todo ano o desespero de estar perto do rebaixamento, conseguia-se a salvação no final e tudo ficava bonito. Agora vamos ver se no próximo ano o clube aprende e faz direito em 2006.

Mas que é triste, ah, isso é.

Aimee Mann - Nothing Is Good Enough

Resmungos, Universidade, QuotidianoNovember 26, 2005 10:48 pm

As férias parecem cada vez mais distantes. Talvez antes do Natal apenas. Trocentas coisas para ler, outras tantas para reler. Contas a fazer. Provas finais. Sábado lendo Sartori, domingo com Hannah Arendt.

Quem mandou enrolar o ano todo? Agoragüenta.

Wilco - Hummingbird

Resmungos, UniversidadeNovember 25, 2005 11:11 pm

Os professores são seres que me intrigam. Quarta-feira passada, o grupo do qual fiz parte na disciplina de Jornalismo Impresso II, apresentou um trabalho baseado na leitura do livro ‘Estrela Solitária, um brasileiro chamado Garrincha’. A apresentação consistiu basicamente em falar do que se tratava o livro, fizemos um panorama da personalidade do Garrincha e contamos inúmeros detalhes sobre a vida do cara, tais como o problema com o alcóol, o vício em sexo, etc.

Nossa apresentação não teve nenhum recurso áudiovisual, as coisas não saíram do jeito que queríamos, a idéia inicial era que um jornalista conhecido nosso falasse um pouco da editoria de esporte, mas acabou não rolando. Metemos a cara e falamos tudo o que sabíamos. Na minha cabeça, tiraríamos uma nota razoável (maior que oito), já que demonstramos domínio do assunto. E aconteceu tudo menos isso.

Na parte escrita, tiramos cinco (a nota máxima). Fiquei responsável por escrever o perfil do Garrincha, a base foi a leitura do livro (por sinal muito bom). Mas a apresentação, segundo comentário escrito pela professora no verso do perfil, foi muito informal, etc, etc. Não entendo, sinceramente. Na minha cabeça, o importante para uma apresentação oral é demonstrar conteúdo, ter segurança do que você leu e tenho certeza que isso tínhamos, mesmo que nem todos os integrantes do grupo tenham feito uma leitura super-ultra aprofundada da obra do Ruy Castro. Não me convenceram os argumentos de que ‘vocês têm que fazer como os outros’, cheguei este ano inclusive a discutir com o professor de Rádio, porque ele veio com o mesmo papo.

No ano que vem, quando tiver algum trabalho desse gênero, vou contratar fogueteiros lá de Vigia para ver se o professor acha a apresentação bonita, já que conteúdo não importa mesmo. Ou então, vou fazer alguma apresentação furreca no Open Office e pronto, resolvido. Está provado que as pessoas gostam de ser enganadas. Você quer agir com boa fé, ser certinho e não rola. Agora 3,5 na apresentação é foda (essa foi a minha nota, não sei quanto o povo tirou), eu sabia tudo do Garrincha. Damn!

Bah, mas mesmo com o simplório 8,5 que tirei, passei nessa parada e começo a colocar os pés no quarto ano.

Thank God.

Uncategorized, Trabalho, Jornalismo 12:40 pm

Este site tem um player, que por uma incrível coincidência, é parecidíssimo com o do Ruído. Vale lembrar que o Ruído entrou no ar em maio e o primeiro endereço está disponível há pouco tempo.

O que tu conclui?

(Risos)

Eu também.

Uncategorized 11:56 am

Uma das minhas junkie food preferidas é o Doritos. Mas por algum motivo que desconheço, tem sido cada vez mais difícil encontrar o mágico pacotinho vermelho aqui próximo do trabalho. Na loja de conveniência aqui do lado, o salgadinho sempre está em falta. Na Americanas da Presidente Vargas também, portanto a vontade de ficar com os dedos cheios sujos do farelinho do produto fica comprometida.

Mas hoje, sexta-feira, o dono da conveniência deve ter abastecido o estoque e quando eu e Thyago chegamos lá tinha… Doritos. Depois de um mini ataque histérico, comprei meus pacotes (sim, dois) e voltei feliz e saltitante pro trabalho. Ao abrir o pacote e comer o primeiro, o segundo, o terceiro… uma felicidade instantânea.

É como disse uma conhecida: ‘às vezes essas coisas são melhores que sexo’. Só às vezes.