Rá, estou em chamas. O resultado daquela prova desesperadora da semana passada chegou hoje. Nove. Nota satisfatória para quem estudou no desespero. A prova de segunda chamada foi hoje e quando peguei o papel nas mãos, deu um branco total.
A primeira questão era simplérrima, dava uma definição do homo sapiens segundo Sartori, pedia a definição de homo videns e a relação entre a política e o videns. Valia só dois pontos. Inferno. A segunda questão falava da Arendt, do significado da política e pedia uma contraposição crítica entre a política na época da Grécia e a do século XXI. E a terceira, a pior, era sobre o bendito texto do Rubim, cuja boa compreensão está ligada ao uso em larga escala de muita maconha. Pedia a descrição da política e do espetáculo de acordo com a visão do Rubim sobre a obra do Guy Debord. Morri. Morri três vezes, porque não conseguia lembrar das duas respostas. Em pensar que momentos antes, eu recapitulava os textos junto com Denise e Drika.
Tempo para pensar. Caneta batendo na prova, pés batendo no chão e as respostas vão surgindo. “É aquele lance da materialização da política pela força, não é?”, pergunto baixinho para a Denise, ela responde que sim. Beleza, uma idéia em desenvolvimento. “E essa do Rubim é aquele lance que eu te falei dos conceitos de espetáculos do Requene, né? Carnavalesco, circense, blá, blá, blá”, pergunto sem certeza. “É isso mesmo, tá certo”. A partir daí foi só desenvolver as idéias e algo me diz que vai dá pra passar diretão.
Ódeus, amanhã tem mais. Dessa vez a fogueira a ser pulada tem como tema as fronteiras amazônicas e hidrelétricas.
Wilco - Hell Is Chrome

