Enquanto lia Sartori em meio ao desespero pré-prova, brigava com meu sono em uma biblioteca lotada no fim da tarde. Só conseguia lembrar de um poema do Ferreira Gullar lido há meses. As pálpebras iam pesando cada vez mais, o sono chegava, me recompus e continuei a leitura. A prova até que foi boa, tive ajuda de um anjo, ou melhor, uma anja. Me ensinou tudinho, zero não tiro.
Adormecer
na cama
no escuro
busco a posição
certa
par adormecer
fico de bruços, de
lado, de
costas cego
in slow motion
me movo
no feroz
silêncio
do
cosmos
até que os
braços as
pernas encontram
a forma
do sono
Detenho-me
o gás se desata
e
lentamente
em
meu
corpo
me
apago
3rd Eye Blind - Jumper


Oi Karlita. Fiquei chocado com uma notícia que eu acabei de ver na Folha agora. Aquele repórter do Fantástico, Marco Uchôa (não o Marcos Uchôa, correspondente em Londres e ex-esportes), morreu de câncer nos ossos ontem. Que horror, eu nem conhecia o cara muito, mas fiquei chocado mesmo. =(
James Kings — November 24, 2005 @ 4:21 am
Ahm, eu vi no Jornal Hoje, no GMC. Beezarro.
Câncer é foda.
Karla — November 24, 2005 @ 4:59 am
O quê é isso, hein? Todo mundo morrendo agora? Danilo Remor, presidente da FIEPA. Um dia desses eu vi ele na Feira das Indústrias do Pará. =(
James Kings — November 25, 2005 @ 4:30 am
tem mesmo a ver, uma vez aconteceu algo parecido comigo, minha pressão acabou caindo por causa disso, de lutar contra o cansaço numa biblioteca abarrotada e sufocante, quase acabei desamaiando.
alice — November 25, 2005 @ 2:26 pm
Eu ando dormindo em pé já, alice. tá cruel.
ei thiaguito, essa morte súbita foi muito esquisita. pior é que o cara passou mal e foi pra casa, podia ter ido ao hospital… mas enfim…
Karla — November 25, 2005 @ 2:55 pm