Nem sempre entendo certas coisas
Os professores são seres que me intrigam. Quarta-feira passada, o grupo do qual fiz parte na disciplina de Jornalismo Impresso II, apresentou um trabalho baseado na leitura do livro ‘Estrela Solitária, um brasileiro chamado Garrincha’. A apresentação consistiu basicamente em falar do que se tratava o livro, fizemos um panorama da personalidade do Garrincha e contamos inúmeros detalhes sobre a vida do cara, tais como o problema com o alcóol, o vício em sexo, etc.
Nossa apresentação não teve nenhum recurso áudiovisual, as coisas não saíram do jeito que queríamos, a idéia inicial era que um jornalista conhecido nosso falasse um pouco da editoria de esporte, mas acabou não rolando. Metemos a cara e falamos tudo o que sabíamos. Na minha cabeça, tiraríamos uma nota razoável (maior que oito), já que demonstramos domínio do assunto. E aconteceu tudo menos isso.
Na parte escrita, tiramos cinco (a nota máxima). Fiquei responsável por escrever o perfil do Garrincha, a base foi a leitura do livro (por sinal muito bom). Mas a apresentação, segundo comentário escrito pela professora no verso do perfil, foi muito informal, etc, etc. Não entendo, sinceramente. Na minha cabeça, o importante para uma apresentação oral é demonstrar conteúdo, ter segurança do que você leu e tenho certeza que isso tínhamos, mesmo que nem todos os integrantes do grupo tenham feito uma leitura super-ultra aprofundada da obra do Ruy Castro. Não me convenceram os argumentos de que ‘vocês têm que fazer como os outros’, cheguei este ano inclusive a discutir com o professor de Rádio, porque ele veio com o mesmo papo.
No ano que vem, quando tiver algum trabalho desse gênero, vou contratar fogueteiros lá de Vigia para ver se o professor acha a apresentação bonita, já que conteúdo não importa mesmo. Ou então, vou fazer alguma apresentação furreca no Open Office e pronto, resolvido. Está provado que as pessoas gostam de ser enganadas. Você quer agir com boa fé, ser certinho e não rola. Agora 3,5 na apresentação é foda (essa foi a minha nota, não sei quanto o povo tirou), eu sabia tudo do Garrincha. Damn!
Bah, mas mesmo com o simplório 8,5 que tirei, passei nessa parada e começo a colocar os pés no quarto ano.
Thank God.


isso sempre foi um problema no curso de comunicação visual e parece piorar a medida em passam os anos, vc pode não dominar o conteúdo mas se a sua apresentação é sempre ‘visualmente’ boa, distrai a atenção deles e eles nem ligam se você tem domínio sobre o assunto ou não, aí fica td certo! É uma lástima, eu sei
Beijos, Amiga :**
Aline — November 26, 2005 @ 2:06 pm
Me deu raiva, sério. Essas coisas me fazem pensar em merdas do naipe de ‘pra quê estudar?’. É foda, mas vou respirar fundo porque falta só o próximo ano e não vai mais ter jornalismo impresso. hehehe
Karla — November 26, 2005 @ 8:44 pm
só uma correção: é social e não visual
Aline — November 27, 2005 @ 12:20 pm