Muito bom este texto publicado hoje no blog do Torero.

O mundo não acabou

Fico pensando aqui em como se sente o torcedor de um time rebaixado. A tristeza de não mais pertencer à elite do futebol, a dor de torcer em arquibancadas menos nobres, a solidão ao saber a tevê não mostrará seus jogos, a certeza de que já não está entre os melhores, e o medo de que esta queda seja longa e profunda.

Dois dos que já caíram, Paysandu e Atlético-MG, têm torcidas gigantescas. Estas, com certeza, não abandonarão seus times. Nesta hora, mostra a história recente, os torcedores ficam ainda mais apaixonados e lotam os estádios. Foi o que aconteceu com o Fluminense, com o Palmeiras, com o Grêmio e com os pernambucanos. Foi o que aconteceu com o Remo na série C, que teve com a melhor média de torcedores por partida.

Realmente o mundo fica mais triste, mas não acaba com o rebaixamento. Afinal ele tem suas utilidades: exige planejamento, traz o clube à realidade, convoca a torcida e espanta cartolas com segundas intenções (aliás, os três times rebaixados têm cartolas com problemas: Luiz Estevão foi cassado quando era senador, o paraense Tourinho estava envolvido no escândalo da Sudam e o atleticano Ricardo Guimarães é presidente do Banco BMG, envolvido no mensalão).

Não, não estou fazendo o Jogo do Contente de Pollyana, segundo o qual não existe nada que não possa ter dentro de si qualquer coisa capaz de nos fazer contentes, mesmo as tragédias. É claro que seria melhor permanecer na série A. Mas a B não é o fim do mundo. O Grêmio que o diga.

Tá pra gente isso, Thiago.

Instituto e Sabotage - Dama Tereza