Hysteria

To betray, you must first belong

Uncategorized, Resmungos, Trabalho, QuotidianoDecember 30, 2005 12:50 pm

Eu não acredito que ainda são 12h20. Parece que estou aqui há dez anos, desde ontem, sei lá. O tempo não passa. Ouvi o cd do Third Eye Blind duas vezes, coloquei “How’s It Gonna Be”, “Jumper” e “Semi-Charmed Life” um sem número de vezes no repeat. Tive um momento Mastercard ao ver que duas coisas que saíram no Ruído há uns dois ou três meses, saíram só estes dias em dois grandes lugares. Nessa hora, a gente agradece por conhecer pessoas que moram em outros países. Thank god.

Aí eu não tenho mais nada pra falar. São 12h25 e eu só saio às 13h00. Ainda tenho tempo para pensar nas coisas boas do ano. E cheguei à conclusão que foram muitas. As mais de 24 horas para ver o Placebo em Recife, os bons shows que vi, as festas que fui, os frilas, a consolidação deste trabalho aqui, o Ruído, o julgamento do caso Stang, o festival de carimbó de Marapanim, os eventos da casa que me ajudaram a praticar incrivelmente esse lance de cobertura online. Agilidade dez.

Ah, sei lá, a verdade é que grande parte das coisas que me propus no começo do ano, aconteceram. Li mais livros, comprei outros tantos, li alguns clássicos, comprei mais cd’s, vi o Los Hermanos três vezes num único ano. Não me desesperei por estar solteira há sei lá… mais de um ano? Deixei minhas unhas crescerem, descobri a paixão pelo esmalte vermelho, consegui diminuir o valor da conta do meu celular, exercitei minha paciência indo diariamente para o campus BR da Unama. Exercitei minha paciência também quando tive vontade de enfiar a porrada em gente que acho medíocre.

A parceria com o Thyago merece um parágrafo especial. É engraçado como encontramos pessoas que têm exatamente os mesmos objetivos que a gente e como com esse tipo de gente, as parcerias fluem. Nunca gostei desse lance de trabalho em equipe. Na escola e na faculdade isso ficou muito reforçado, talvez por não haver similaridade de idéias, mas este ano dei sorte. Encontrei alguém que tem um objetivo parecido, tivemos a idéia e um certo alguém para dar o aval. Minha chefe também merece um parágrafo especial só pra ela, mas como é uma história interligada, ela e Thyago são os donos destas linhas. Nunca tive um editor / chefe / patrão ou similar, como esta moça. Fico impressionada com a confiança que ela deposita em todos nós, com a calma e a capacidade de gerir todo este caos aqui da redação. Isso parece papo de puxa-saco, mas não é. Graças a ela, nossa idéia foi para frente e eu tenho diariamente oportunidade de fazer coisas que num caminho normal, só faria quando tivesse 10 anos de profissão.

Devo ter muita sorte mesmo, e ainda conheci o … (ih, posso falar teu nome aqui?), com quem nasce outra parceria (na verdade, já nasceu, né?) nos próximos dias. E ainda tive o privilégio de me tornar amiga da Drika. Faltam 20 minutos e minha cota de ‘emoção’ esgotou. Aqui na redação (dividimos espaço com a TV Liberal, não esqueçam), está um clima de despedida meio ‘corta coração’. E isso é estranho. O ano que vem é domingo.

O post está ficando grande e eu acho melhor parar. Mas feliz 2006 para todos vocês, que entram aqui. ;)

Third Eye Blind - Motorcycle Drive By

Uncategorized, Música, Quotidiano 10:56 am

Acabo de ganhar o primeiro disco do Third Eye Blind do Thyago. Popzinho gostoooooooooooso, fofo, filme teen. Estou me deliciando com ele, enquanto como batatinha frita sabor salame e tomo suquinho de uva.

Não há vida melhor.

Third Eye Blind - Losing a Whole Year

Uncategorized, Resmungos, Trabalho, JornalismoDecember 29, 2005 8:30 pm

Transcrição de fita. O trabalho que eu mais ODEIO no Jornalismo. O que me dá mais preguiça, dá mais no saco. E que me faz precisar de uma cerveja para me dar coragem para começar a digitar um entrevistão.

Estou só na primeira Cerpinha, espero que ajude em alguma coisa.

Uncategorized, Quotidiano 7:21 pm

Não adianta você escrever no about do Orkut que não gosta desses desenhos medonhos tatibitatis, em ASCII, podres. As pessoas simplesmente ignoram e o mass scrap se propaga com a velocidade da luz. Maior saco é ter que deletar essa porcaria.

Por favor, não me desejem feliz ano novo no scrapbook. Ou melhor, nem me desejem feliz ano novo no Orkut. Sabe qual é minha vontade? Mandar pra casa do cacete todo mundo que mandou mass msg. Se não tem paciência de mandar feliz natal/ano novo para as pessoas da sua lista, não diga nada. Fica calado, é melhor.

Malditos tatibitatis.

Los Hermanos - Sapato Novo

Uncategorized, Resmungos, Trabalho, Jornalismo 12:00 am

Porque a gente não vale nadaaaaaaaaaaaaaaaa. Sério. Passei metade da tarde rindo, enquanto tentava terminar isso. Outra metade, ri de dois que tentavam encher o saco de alguém via messenger.

Acho que foi um dia produtivo. Talvez eu viaje sábado, talvez eu fique em casa. Talvez… Quem sabe.

Nota mental: Preciso recolher links de alguns textos meus e colocar aí ao lado, ao menos para que eu possa lembrar (e mostrar para vocês também, claro) das coisas que já produzi. É uma pena que um dos textos que mais gostei de escrever, sobre o Amazon Paper, ainda na época do Portal Amazônia, saiu do ar, bem como os textos sobre ecologia que escrevi naquela época. Paciência. Bad karma.

Tears For Fears - Everybody Wants To Rule The World

Uncategorized, Resmungos, QuotidianoDecember 27, 2005 8:30 pm

Flor diz:
cara, ontem dediquei minha madrugada para ler uma coisa construtiva
Flor diz:
seu blog
Karla diz:
hahahaha foi?
Flor diz:
gostei muito. saiba que mesmo sem deixar comment sou uma leitora assídua :)
Karla diz:
poxa, obrigada, carol. bom saber.
Flor diz:
particularmente, deixei de fazer o meu porque eu não tenho certo je ne ses quais, que você e o Leonardo Aquino têm para fazer parecer que cada minuto da vida de vocês é muito interessante. Me divirto MUITO lendo os textos de vocês.
Karla diz:
hahaha vida muito interessante? hahahahaha
Karla diz:
menina, eu escrevo tão pouco sobre a minha vida, sabia?
Flor diz:
mas é justamente isso
Flor diz:
o fato de vc escrever pouco faz com que a pessoa imagine: “o que será q ela tá fazendo agora? Deve ser algo muito louco”
Karla diz:
hahahaha que nada, ó. o mesmo que todo mundo, trabalho, unama. horas a fio no soulseek.
Flor diz:
Sem falar que detalhar nas mínimas coisinhas deixa o texto chato. tipo “hoje eu acorde e escovei o dente…”

Very nice. É bom receber elogios, ainda mais quando é de alguém que eu conheço e sei do grau de exigência. Ok, ganhei a semana que passou.

Ah, e aguardem amanhã no Ruído a lista dos fatos musicais (local, nacional e internacional) que marcaram 2005.

The Futureheads - Decent Days and Nights

Uncategorized, Resmungos, Quotidiano 12:02 pm

Tu sabes que acordou com o pé esquerdo quando:

- perde a hora para vir pro trabalho
- descobre às 7h40 que não tem carona
- o cara do táxi, que faz corridas esporádicas pra ti, tá com o celular desligado
- não tem pão pro café da manhã
- aquele sutiã, que só pode ser usado com aquela blusa que tu gosta, sumiu
- teus gatos fizeram caca na planta que a tua mãe mais gosta
- todos os ônibus passam lotados às 8 da manhã
- o ônibus que tu pegas vai o mais devagar possível
- tu tem que fazer uma entrevista que tu NÃO queres

Mau-humor o resto do dia. Decerto.

Queria comentar sobre o livro que li estes dias, o Putrefação, do Andrei Simões, mas estou com preguiça. Hoje concluo a leitura de um outro livrinho, que encontrei bobando lá em casa. Em breve, falarei deles aqui.

Uncategorized, Trabalho, QuotidianoDecember 26, 2005 9:13 am

Adoro o dia 26, principalmente quando ele cai num dia de trabalho. As ruas aqui próximas estão vazias, os flanelinhas não estão disputando clientes, o tio que vende DVD’s piratas (entre eles o do Chaves, que nunca compro) não está na esquina, o moço da banca que me dá bom dia também não.

As paradas de ônibus estão igualmente vazias. Não há pautas para hoje, as notícias são publicadas de meia e meia hora, o telefone insiste em tocar e a amiga que trabalha ao meu lado diz: ‘Vai dormir!’. No messenger, ninguém. Os nomes estão todos vermelhinhos, todos offline.

No bloco de notas, além deste texto, edito outro sobre o Pink Floyd ter sido apontado o melhor grupo de rock de todos os tempos. É a notícia das 11h30. Esqueci meus fones, não tem música, só o som vindo da televisão. Sítio do Pica Pau Amarelo. Alguém chega, conta resumidamente a noite de sábado. O Café com Arte. A entrada de graça. Mudo de canal, hora da Globonews.

Começo a procurar a notícia da meia hora seguinte. Tiradas irônicas da pessoa ao lado. Risadas. Não tem notícia. Algum incêndio aí? No 190 está ‘tudo dentro da normalidade’. Penso na hora de ir embora.

Só espero que não chova, não posso molhar o cabelo de jeito nenhum.

Música, Resmungos, QuotidianoDecember 25, 2005 8:56 pm

Enquanto ouço o ‘MTV Unplugged’ do Oasis, tento relembrar o motivo de um dia eu ter gostado tanto deles. Talvez tenha sido a arrogância dos Gallagher, que reverberava em mim num momento que eu também era muito arrogante. Duvido que tenha sido mais do que a música. Acredito que tenham sido aqueles três primeiros discos: “Definitely Maybe”, “What’s The Story” e “Be Here Now”.

Um era porrada, puro rock’n'roll, visceral. Urgente. Como eu também era. O segundo um pouco menos visceral. Igualmente urgente. O terceiro uma mistura de influências. E eles morreram pra mim. Veio o “Standing On The Shoulders Of Giants”, o “Heathen Chemistry” e este “Don’t Believe The Truth” e tenho a impressão de que são fantasmas de si mesmos.

A arrogância, que deveria ser um combustível menos volátil com o passar do tempo, ficou chata. E as músicas novas não me emocionavam mais. Nem eles, nem a arrogância, nem nada. Aí a gente pára de comprar os discos e quando pega algo para ouvir como o acústico, com eles em plena forma, lembra que certas bandas deveriam acabar quando estivessem no auge. Para não correr risco de virar fantasmas de si próprios.

E eu sei que o Noel Gallagher me daria porrada se lesse isso. Mas é a real. Eles são as melhores lembranças da minha adolescência e me dói - pouco, mas dói - vê-los como tios fazendo shows com os hits de dez anos atrás. ‘Layla’, ‘Little By Little’ e ‘Stop Crying Your Heart Out’ não contam, são dispensáveis.

Oasis - The Masterplan

Uncategorized, Resmungos, Quotidiano 1:58 pm

Pior natal de todos os tempos. Não consegui ir ao shopping, não consegui sair, a Vivo boicotou todas as mensagens que tentei mandar para os amigos que têm TIM, choveu pacas e eu não podia molhar (nem suar, veja só!) o cabelo por causa da escova que fiz e o melhor de todos os desastres: faltou água só na minha casa.

Hoje descobriram que parte do encanamento foi quebrado (eu disse quebrado!), num segmento que passa próximo à casa do vizinho. Ou seja: o vizinho sabotou o meu natal, porque eu não consegui tomar um banhão, daqueles de ficar limpíssima, só um baninho… desses de ficar em casa.

Portanto, no meu score: pior natal de todos os tempos. Só me restou tomar boa parte das cervejas que ganhei no trabalho, comer tender / peru / bacalhau / frutas / sobremesa de cupuaçu a cada voltinha que eu dava entre a sala e a cozinha. Me senti um glutão, refestelado no sofá com a barriga cheia, vendo Xuxa e ouvindo mamãe dizer: ‘Tá vendo? Não era pra ti sair mesmo’. Ela, aliás, foi a única que teve a brilhante idéia de tomar banho cedo.

O melhor mesmo foi minha irmã ter alugado Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban e eu ter dormido antes do segundo capítulo. No meio da madrugada, achei que estivesse sonhando com meu celular tocando, de manhã percebi que não era imaginação: vários amigos tinham ligado mesmo. Ainda bem que não atendi, seria vergonhoso dizer: ‘Não vai dar pr’eu ir, porque não tem água aqui em casa em pleno natal’.

Valeo, papai noel! Maior legal tu.

Tindersticks - Sweet Memory