Bacanas & sozinhas
A engenheira agrônoma e consultora Paula Negraes, de 32 anos, solteira e sem namorado há dois, conta que muitas pessoas que a conhecem acham que ela é uma mulher independente e totalmente voltada para a carreira, que de propósito deixou o casamento e os filhos para segundo plano. ‘Eles não sabem de nada!’, rebate. ‘Na realidade, eu acabei me dedicando muito à profissão justamente porque o casamento não rolou ainda.’ Enquanto a cara-metade não vem, Paula está começando seu doutorado na Universidade de Saskatchewan, no Canadá, onde mora há quatro anos. ‘Os homens desenvolvem um esquisito amor platônico por mim: me colocam num pedestal e me veneram como uma mulher perfeita, mas impossível de tocar. Aí, namoram outras, se casam com elas, e eu continuo fazendo pose de modelo no pedestal deles’, desabafa.O caso da agrônoma é exemplar nos dias de hoje, quando é mais do que comum ver mulheres estudadas, cultas, bem-sucedidas, independentes, divertidas, às vezes bem bonitas… e sozinhas. O grupo já é tão numeroso - segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, há mais de 13 milhões de brasileiras solteiras com mais de 30 anos - que virou público-alvo cobiçado em várias áreas, inclusive no mercado cultural.
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Para a jornalista e colunista canadense Anne Kingston, autora do livro ‘A Importância de Ser Esposa’, recém-lançado no Brasil pela Record, o casamento não é mais uma necessidade feminina. As mulheres não precisam mais dele para se sustentar e criar filhos. ‘Elas agora têm tempo para ser seletivas’, diz.
Não só é verdade como a seleção é rigorosa. Quanto maior for o nível de escolaridade e o sucesso na carreira obtido pela mulher, maiores serão suas exigências em relação a um futuro parceiro - o que contribui para reforçar a tese de que, quanto mais instruída for, menos chances de encontrar um homem econômica e socioculturalmente compatível a mulher terá. A pesquisa ‘Sexo, Casamento e Economia’, coordenada pelo economista Marcelo Néri, da Fundação Getulio Vargas (FGV) de São Paulo, indica que a probabilidade de a mulher com pelo menos 12 anos de estudo estar desacompanhada é quase 70% superior à daquela que não tem instrução.
A pessoa fica sem sono e vai ler a Criativa. Meo deos. 70%. Isso quer dizer que quanto mais instrução eu tiver, maior a chance de ficar pra titia? Hum… Ah, dane-se. Eu quero fazer mestrado, caramba.

