Hysteria

To betray, you must first belong

Resmungos, QuotidianoFebruary 9, 2006 1:57 pm

Eu não compreendo muito a finalidade do CIEE e não gosto do terrorismo que eles fazem quando demoro a levar a renovação do contrato de estágio. Toda vez que vou lá, tenho a sensação de que a empresa em que trabalho, deve pagar algum tipo de comissão pelos estagiários que o CIEE arruma.

Só isso explicaria tamanho zelo e as práticas terroristas como mandar inúmeras mensagens de texto pro celular e ligações para dizer que se eu não for levar o bendito papel no dia X, vão me desligar do programa.

Então, lá vou eu debaixo deste sol de 200 graus levar o papel lááááá em frente ao Bosque. Só levar esse bendito papel. Tenho uma neura quando preciso ir a um lugar longe só para fazer UMA coisa. Me dá agonia. Alguém tem alguma entrega ou similar ali pros lados da Almirante Barroso? Quer ajuda? heheh

Resmungos, QuotidianoFebruary 8, 2006 12:02 pm

Pronto, vai começar mais uma novela com a Americanas.com. Tanta lentidão para entregar um produto que já foi pago. Inferno, não é possível que se demore quatro dias úteis para entregar uma câmera e um carregador.

Também não acredito que mesmo tendo milhões de produtos para entregar, eles demorem uma vida pra embalar uma mísera câmera e mandar para Belém. Tá certo que Belém é quase o fim do mundo, mas calma aí, neah? Vou ter que mudar a categoria ‘resmungos’ para ‘chiliques’.

Inferno. Inferno. Inferno e inferno.

Resmungos, QuotidianoFebruary 7, 2006 2:51 am

Bacanas & sozinhas
A engenheira agrônoma e consultora Paula Negraes, de 32 anos, solteira e sem namorado há dois, conta que muitas pessoas que a conhecem acham que ela é uma mulher independente e totalmente voltada para a carreira, que de propósito deixou o casamento e os filhos para segundo plano. ‘Eles não sabem de nada!’, rebate. ‘Na realidade, eu acabei me dedicando muito à profissão justamente porque o casamento não rolou ainda.’ Enquanto a cara-metade não vem, Paula está começando seu doutorado na Universidade de Saskatchewan, no Canadá, onde mora há quatro anos. ‘Os homens desenvolvem um esquisito amor platônico por mim: me colocam num pedestal e me veneram como uma mulher perfeita, mas impossível de tocar. Aí, namoram outras, se casam com elas, e eu continuo fazendo pose de modelo no pedestal deles’, desabafa.

O caso da agrônoma é exemplar nos dias de hoje, quando é mais do que comum ver mulheres estudadas, cultas, bem-sucedidas, independentes, divertidas, às vezes bem bonitas… e sozinhas. O grupo já é tão numeroso - segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, há mais de 13 milhões de brasileiras solteiras com mais de 30 anos - que virou público-alvo cobiçado em várias áreas, inclusive no mercado cultural.

(…)

Para a jornalista e colunista canadense Anne Kingston, autora do livro ‘A Importância de Ser Esposa’, recém-lançado no Brasil pela Record, o casamento não é mais uma necessidade feminina. As mulheres não precisam mais dele para se sustentar e criar filhos. ‘Elas agora têm tempo para ser seletivas’, diz.

Não só é verdade como a seleção é rigorosa. Quanto maior for o nível de escolaridade e o sucesso na carreira obtido pela mulher, maiores serão suas exigências em relação a um futuro parceiro - o que contribui para reforçar a tese de que, quanto mais instruída for, menos chances de encontrar um homem econômica e socioculturalmente compatível a mulher terá. A pesquisa ‘Sexo, Casamento e Economia’, coordenada pelo economista Marcelo Néri, da Fundação Getulio Vargas (FGV) de São Paulo, indica que a probabilidade de a mulher com pelo menos 12 anos de estudo estar desacompanhada é quase 70% superior à daquela que não tem instrução.

A pessoa fica sem sono e vai ler a Criativa. Meo deos. 70%. Isso quer dizer que quanto mais instrução eu tiver, maior a chance de ficar pra titia? Hum… Ah, dane-se. Eu quero fazer mestrado, caramba.

Resmungos, QuotidianoFebruary 2, 2006 3:30 am

Ah, a falta de sono. A quarta temporada de 24 Horas acabando, um nariz entupido, um post sem sentido. Coisa boa isso de dar notícia antes dos outros. Coisa mais besta é ficar feliz com isso. É bom pegar uma carona com o pai depois de um dia complicado, conversar amenidades em uma mesa de bar. Momento único para duas pessoas que conversam muito pouco. Neko Case nos ouvidos, olho no relógio, certeza de uma manhã sonolenta.

É impressão minha ou os últimos dias têm sido quentes demais? Quêdi o inverno? Quêdi a chuva? O IE não pega mais na minha máquina e eu não tô a fim de formatar nada. Deixa o Firefox aí. Eu devia estar dormindo. Pior. São cinco coisas sérias na cabeça e mais trezentas vontades de viajar.

Há os que vão, os que chegam, os que começam a ficar. DVDs que preciso devolver. E este disco novo da Neko me parece mais melancólico que o anterior. E o novo do Placebo? Me pareceu meio morno, sei lá, falta molho. É tipo comida, para ser realmente boa precisa daquele toque, o novo dos meus queridos tá assim.

Queria muito não ter que trabalhar de manhã. No entanto, é estranho dormir até depois das 10 em dia de semana. Não pega bem, coisa de vadio, sei lá. Um monte de fragmentos. Pensamentos. Antes das 6 vai bater aquele sono descomunal, o despertador vai tocar antes das 7, vou enrolar até 7h15 e por fim, chegarei atrasada e de mau-humor no trabalho. Bela quinta-feira. Já é amanhã?

Resmungos, QuotidianoJanuary 30, 2006 9:30 am

Dei 20 voltas pra começar esse post. Nem sei explicar, mas sabe quando você percebe que cresceu? É isso. Uma volta com meus dois grandes amigos ontem e a certeza de que agora só vamos em frente, crescemos e é hora da responsabilidade. Sim, eles vão embora daqui a alguns dias. E eu… bem, eu já tô morrendo de saudade e com um aperto incrível no peito.

A gente passou um tempão falando. Tem quatro, cinco anos, sei lá, que o povo se reúne e diz: “Vamos embora daqui, é só formar e tchau”. Eis que de repente chega o momento e eu não consigo acreditar. Não são amigos quaisquer, não são conhecidos, são meus melhores e mais adorados amigos. Irmãos de coração, dessas famílias que se formam por afinidade, gentileza, bons e maus momentos. E o coração aperta, fica feliz por eles, por estarem no caminho certo e fica mais apertado quando lembra que a minha hora vai chegar também.

Na volta pra casa, um filme que passou na cabeça. As histórias que a gente viveu, viagens, idas ao sítio do Igor, casa da Karen, minha casa, festas, saídas e choro. Porque a gente chorou pra caralho! Mas fomos (e somos) muito felizes. E o que plantamos agora, vai ser garantia de ótima colheita no futuro (clichê, mas verdadeiro). Deve ser por isso, que apesar do coração apertado, dos olhos cheios de água enquanto esse post ganhava forma, só desejo sorte para os meus dois queridos.

Por aqui os dedos estão cruzados e a torcida é grande para que tudo o que vocês quiserem, se realize. E, pô, ainda vou ter dois lugares diferentes pra passar férias. É muita sorte, meo deos. :]

Resmungos, QuotidianoJanuary 29, 2006 3:17 am

Peraí, ainda não acabou janeiro. Ainda tenho direito a uma resolução: não deixar nada pra última hora. Tipo ingresso. Se tem que comprar hoje, é pra ser hoje. Não quero mais ficar chupando o dedo. Acabei de saber que esgotaram os ingressos pro ‘Nove Canções’.

Fico enrolando, enrolando, protelando e tchum… acabou a porra do ingresso. Ai meus sais.

Resmungos, QuotidianoJanuary 28, 2006 3:28 pm

Se arrependimento matasse eu já estaria mortinha da silva enterrada. É, é isso que sinto toda vez que vejo algo do Wilco relativo ao TIM Festival. Vou cortar meus pulsos. Ê! Menas, Karla, menas.

Não sei, mas vou tentar ler os quatro livros novos que tenho. Preciso cumprir alguma promessa nesse resto de férias. É estranho recusar propostas de trabalho, mas se não dá: não dá. E a vida anda assim… suspensa. Às vezes é até bom. Outras vezes não. Agora não, definitivamente.

Vou repetir: acho Interpol muito chato, mas esta “Slow Hands” é uma música muito, muito, muito boa. É uma pena que todas as versões ao vivo que tenho dela, me fazem crer no contrário. Por isso, me limito a ouvir a versão do cd. :]

Resmungos, Trabalho, QuotidianoJanuary 26, 2006 8:33 pm

Bem que poderiam inventar um gravador que a gente pudesse conectar, via USB, ao computador e que transformasse o áudio das entrevistas tudo, tudinho, tudinho mesmo, tudinho em texto. Seria lindo, maravilhoso. Porque o pior trabalho (eu já disse isso aqui, eu sei) é transcrever entrevista. Ô trabalhinho chato, braçal, dá nos nervos.

Será que já tem? Se tiver, eu juro que faço economia pra comprar um. Nem tá na terceira pergunta e eu já tô com vontade de jogar o gravador na parede. Ai meo deos. É por isso que eu sou a favor da entrevista via messenger.

Resmungos, QuotidianoJanuary 25, 2006 8:24 pm

E tudo era dor. Respirar doía. Caminhar doía. Viver doía. Tudo era lento. Tudo era torpe. E vivi durante um tempo em espera. Como se eu caminhasse, comesse, falasse, mas não tivesse espírito dentro de mim. Não era apenas um vazio, era ausência completa de um ser aqui dentro de mim. Era como se eu me visse do lado de fora e não me reconhecesse dentro de mim.

É Alice, mas hoje podia ser eu. Podia.

Uncategorized, Resmungos, QuotidianoJanuary 24, 2006 10:25 pm

Alice escreveu o post mais bonito que li até hoje sobre como é difícil morar fora do Brasil. Não nessas palavras, não explicando na bucha que é difícil, porque isso todo mundo sabe, ou pelo menos tem idéia.

É engraçado essa relação que temos com as pessoas que “conhecemos” na Internet. Nunca troquei muitas palavras com a Alice, mas leio o blog dela diariamente e tudo o que leio me faz ter enorme admiração pela força com que ela encara determinados desafios no lugar onde está. O post linkado acima me fez reforçar essa certeza. E eu daqui, de tão longe, só posso desejar sorte. Já ajuda, acho.