Eu não acredito que ainda são 12h20. Parece que estou aqui há dez anos, desde ontem, sei lá. O tempo não passa. Ouvi o cd do Third Eye Blind duas vezes, coloquei “How’s It Gonna Be”, “Jumper” e “Semi-Charmed Life” um sem número de vezes no repeat. Tive um momento Mastercard ao ver que duas coisas que saíram no Ruído há uns dois ou três meses, saíram só estes dias em dois grandes lugares. Nessa hora, a gente agradece por conhecer pessoas que moram em outros países. Thank god.
Aí eu não tenho mais nada pra falar. São 12h25 e eu só saio às 13h00. Ainda tenho tempo para pensar nas coisas boas do ano. E cheguei à conclusão que foram muitas. As mais de 24 horas para ver o Placebo em Recife, os bons shows que vi, as festas que fui, os frilas, a consolidação deste trabalho aqui, o Ruído, o julgamento do caso Stang, o festival de carimbó de Marapanim, os eventos da casa que me ajudaram a praticar incrivelmente esse lance de cobertura online. Agilidade dez.
Ah, sei lá, a verdade é que grande parte das coisas que me propus no começo do ano, aconteceram. Li mais livros, comprei outros tantos, li alguns clássicos, comprei mais cd’s, vi o Los Hermanos três vezes num único ano. Não me desesperei por estar solteira há sei lá… mais de um ano? Deixei minhas unhas crescerem, descobri a paixão pelo esmalte vermelho, consegui diminuir o valor da conta do meu celular, exercitei minha paciência indo diariamente para o campus BR da Unama. Exercitei minha paciência também quando tive vontade de enfiar a porrada em gente que acho medíocre.
A parceria com o Thyago merece um parágrafo especial. É engraçado como encontramos pessoas que têm exatamente os mesmos objetivos que a gente e como com esse tipo de gente, as parcerias fluem. Nunca gostei desse lance de trabalho em equipe. Na escola e na faculdade isso ficou muito reforçado, talvez por não haver similaridade de idéias, mas este ano dei sorte. Encontrei alguém que tem um objetivo parecido, tivemos a idéia e um certo alguém para dar o aval. Minha chefe também merece um parágrafo especial só pra ela, mas como é uma história interligada, ela e Thyago são os donos destas linhas. Nunca tive um editor / chefe / patrão ou similar, como esta moça. Fico impressionada com a confiança que ela deposita em todos nós, com a calma e a capacidade de gerir todo este caos aqui da redação. Isso parece papo de puxa-saco, mas não é. Graças a ela, nossa idéia foi para frente e eu tenho diariamente oportunidade de fazer coisas que num caminho normal, só faria quando tivesse 10 anos de profissão.
Devo ter muita sorte mesmo, e ainda conheci o … (ih, posso falar teu nome aqui?), com quem nasce outra parceria (na verdade, já nasceu, né?) nos próximos dias. E ainda tive o privilégio de me tornar amiga da Drika. Faltam 20 minutos e minha cota de ‘emoção’ esgotou. Aqui na redação (dividimos espaço com a TV Liberal, não esqueçam), está um clima de despedida meio ‘corta coração’. E isso é estranho. O ano que vem é domingo.
O post está ficando grande e eu acho melhor parar. Mas feliz 2006 para todos vocês, que entram aqui.
Third Eye Blind - Motorcycle Drive By